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DO ACESSO A JUSTIÇA NO DIREITO DAS FAMÍLIAS E SUCESSÕES - VOL. III

 Esta obra é a terceira coletânea produzida pelos membros do Projeto de Pesquisa intitulado “Do Acesso à Justiça no Direito das Famílias”, coordenado pela Professora Dra. Rozane da Rosa Cachapuz, vinculado ao Programa do Mestrado e Doutorado em Direito Negocial da Universidade Estadual de Londrina (UEL), juntamente com a Pós Graduação em Direito de Família e Sucessões da Universidade Estadual de Londrina (UEL), cujo principal objetivo é conectar a comunidade externa com a academia para a realização, desenvolvimento e aprimoramento da pesquisa científica no Direito de Família e Sucessões.

Os temas têm como foco principal o Direito de Família e Sucessões, nas suas mais complexas e variadas nuances, além de apresentar os pontos polêmicos mais atuais debatidos na doutrina e na jurisprudência.

Com o propósito de promover a divulgação do conhecimento e a oportunidade do debate, esta obra é dedicada a todos que se interessam por esse ramo do Direito, tão complexo, mas ao mesmo tempo, tão rico e importante, pois evidencia o que se tem de mais sagrado nesse mundo: a Família.


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Autores: Ana Paula Nacke Paulino , Gustavo Gabriel Danieli Santos Luciane Delalibera Bim , Márcia Cristina Mileski Martins , Mariane Silva Oliveira Rozane da Rosa Cachapuz

        


O livro pode ser adquirido pelo site da Editora THOTY por R$ 95,00 reais - Clicando no link - 

DO ACESSO À JUSTIÇA NO DIREITO DAS FAMÍLIAS E SUCESSÕES - VOL. III Editora Thoth ou

 em promoção por tempo limitado por 50 reais via email: ludmila.rodrigues@uel.br

Dos assutos abordados no livro DO ACESSO A JUSTIÇA NO DIREITO DAS FAMÍLIAS E SUCESSÕES - VOL. III, o artigo TEMPOS E ESPAÇOS DE SOLUÇÃO DE CONFLITOS DAS FAMÍLIAS E ALTERNATIVAS NO ATUAL MODELO JURISDICIONAL, analisa os número do Relatório CNJ em Números que expõe as dificuldades de um judiciário abarrotado de ações e incapaz de dar conta de uma prestação jurisdicional eficiente.

INTRODUÇÃO

 

          Este artigo procura discutir se os atuais tempos e espaços de solução de conflitos familiares são eficientes e ainda se atendem à necessidade multicultural de respeito aos diversos cotidianos das famílias. A premissa principal para levantar a questão são justamente os números apresentados pelo próprio Conselho Nacional de Justiça que demonstram que estamos caminhando para um afogamento dos meios de resolução jurisdicional formal de conflitos relacionados aos interesses de famílias nas mais diversas demandas a eles pertinentes. Fato é que as Varas de Família por todo o País estão afogadas em papéis, onde na verdade estão a vida de milhares de pessoas, homens, mulheres e principalmente crianças e adolescentes, a espera de uma solução que muitas vezes nem mesmo o juiz e o Judiciário teriam condições de dar ou resolver.

          A questão do tempo se torna objetiva, pois a própria demora na solução deste tipo de conflito coloca o judiciário ineficaz para solucionar conflitos de demandas imediatas das pessoas e suas famílias. Diante de processos levam tempo médio de  tramitação das ações judiciais, considerando da petição inicial até a baixa definitiva é de 3 anos e 6 meses. Para uma decisão de mérito foi projetada agora para uma média de 5 anos a partir de 2020, perdendo-se com isso muitas vezes, o interesse inicial da causa, uma vez que a disputa envolve pessoas e não coisas que contem apenas valores materiais que poderiam ser reajustados ou revalorizados com o passar do tempo.

          A questão do espaço também é problemática na medida em que a diversidade de conflitos, a multiplicidade de formas multiculturais de estruturas familiares, colocam do juízo  uma encruzilhada de questões, e por não se ser capaz conhecer elementos subjetivos  para as decisões que precisa tomar – como tirar a guarda de um para o outro – ou ainda em casos que envolvem querelas emocionais – tende a buscar auxílio de profissionais de outras áreas, como psicólogos e assistentes sociais, transformando o processo em uma causa externa à própria família, uma vez que a questão passa a ser observada com valores, modos e culturas de terceiros, como se houvesse um ideal de relacionamento familiar que a justiça pudesse indicar.

           O presente trabalho procurou então apresentar uma tendência cada vez mais necessária de colocar em prática políticas que fomentem meios de acesso a justiça que devolvam autonomia das partes, retirando da jurisdição formal o peso na solução de todos os conflitos que envolvam as questões familiares, tendo como uma referência desse  tipo de condução extraprocessual os Centros de Resolução Consensual de Conflito (CEJUSC).

           Apesar de o sistema judiciário estar presente em todas as fases das relações sociais do indivíduo, é necessária a reflexão sobre os limites de sua interferência do Estado na esfera privada das pessoas. Apesar de as pessoas buscarem o judiciário para a solução de seus conflitos, o próprio judiciário deveria então fomentar ainda mais as vias alternativas para que a atual e crescente demanda de ações não continuasse ad infinitum.

           Através da literatura disponível foi feita uma análise das mudanças legislativas que levaram criação dos CEJUSCs, sua forma de atuação e partindo deste modelo, a discussões sobre a importância desses meios alternativos para questões dos Direitos das Famílias.

           O que se apreendeu é que o atual modelo judiciário é burocrático e repleto de procedimentos que são obscuros para o cidadão comum e quando o conflito é entregue ao judiciário, não existe certeza de justiça em tempo hábil, devido à morosidade e a alta demanda de processos que a justiça acolhe. Esse cenário é ainda mais preocupante quando são tratadas as questões no âmbito de família que envolvem causas subjetivas ao conflito e interesse de menores.

 

FABIANA POLICAN CIENA

Doutora em Direitos Humanos pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (FDUSP). Advogada da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP). Docente do Curso de Direito da Faculdade Estácio de Sá de Ourinhos (FAESO).

Pesquisadora Orientadora dos Projetos “Direito a ter direitos humanos efetivos no Brasil entre 2010 e 2020” e “Análise Jurídica da Política Pública Educacional no Brasil entre 2010 e 2020”, com fomento do Programa de Iniciação Científica 2021-2022 da FAESO.

fabianaciena@gmail.com

 

LUDMILA LOURENÇO RODRIGUES

Graduanda do Curso de Direito da Universidade Estadual de Londrina. Pesquisadora no Projeto de Pesquisa “Do Acesso a Justiça no Direito das Famílias” da Universidade Estadual de Londrina (cadastrado sob n. 11.742 na PROPPG-UEL).

ludmila.rodrigues@uel.br

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